Rapé terapia

Gostaria de compartilhar com você um pouco das minhas experiências com o rapé. Não sei se você já ouviu falar, mas nosso país é repleto de povos muito antigos e sábios, dentre eles, os indígenas me chamam a atenção.

Tive a oportunidade de conhecer esta medicina sagrada em meados de 2014, em Atibaia, São Paulo através de uma grande amiga. De lá pra cá, foram inúmeras experiências, desde a minha estadia de um final de semana prolongado na Aldeia de Shiva junto com meu querido irmão e mentor nesses ensinamentos, Akaiê Sramana.

Aprendi que o rapé ensina muito, aprendi a respeitar as tradições desse povo, a respeitar o meu corpo, respeitar quem possui o conhecimento e a entender profundamente o que quer dizer a palavra conexão. Entendi que o Homem branco deturpou muito dessa cultura, transformando plantas de poder em simples ferramentas recreativas e tudo isso tem um preço, tanto para quem o faz, quanto para aqueles que erroneamente consideram uma droga ou uma ferramenta para “dar barato”.

Há alguns meses fui presenteado com uma pequena quantidade desta medicina por um grande amigo, parceiro de caminhada e eventualmente tenho experiências muito interessantes de conexão com meu melhor eu. É como se eventualmente eu entendesse que com a correria do dia a dia,, vamos deixando de lado quem somos e nos afastando da nossa essência. Hoje foi um desses dias em que me percebi indo contra tudo o que forjou a minha existência, tudo que me fez ser quem eu sou, por conta do ego, por conta da minha falta de conexão, por conta de algo que não sei explicar, mas sinto.

Outro grande aprendizado que tive em Juquitiba, na aldeia de shiva, foi que o indigena sente, e então entende. Me pego aqui escrevendo para vocês sobre algo que não tem a ver com hipnose, mas que com certeza me ajuda a centrar-me em mim mesmo. Sei que algumas pessoas podem achar esquisito eu escrever sobre isso, na realidade nem sei ao certo por que estou publicando sobre esse assunto aqui, mas simplesmente senti que deveria…

Por vezes nos pegamos longe de quem realmente somos, sofrendo por questões menos importantes como dinheiro, apego, e criando um monte de “e se” que nos colocam em um loop infinito que tende à depressão. A medicina da floresta é uma ferramenta capaz de me centrar, assim como a hipnose, a terapia, a meditação e tantas ferramentas que estão à nosso alcance e muitas vezes acabamos desprezando-as e seguindo em um comportamento automatizado altamente nocivo.

Se alguma vez tu já sentiu uma dor ou um problema que te fez repensar a tua existência, eu peço e sugiro que você tome a decisão de fazer diferente. Decida por você em detrimento de todo o resto. Procure ajuda, seja onde for, na terapia, na natureza, na igreja ou no local que te faz sentir bem. Pois a única forma de quebrar esse loop é decidindo fazer diferente, decidindo tomar as rédeas da tua vida e não ficar dependente deste transe tóxico.

Falando nisso, acredito que seria ótimo se pudéssemos falar do poder da decisão. Decisão e ação, pois muitas vezes decidimos fazer algo e procrastinamos.

Se fizer sentido pra você, uma palavra do que eu escrevi aqui, fique à vontade para comentar. Se não fizer, apenas deixe ir… Em algum momento da vida pode ser que faça, se isso acontecer, estou aqui para conversar, bater um papo, tomar um chimarrão, ou até quem sabe, deixar que o grande espírito possa nos proporcionar uma troca de energia através da medicina sagrada do rapé.

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