O QUE NOSSO SUBCONSCIENTE ESCONDE? O aniversário parte 2

 

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(esta história é uma continuação DESTA AQUI leia desde o começo clicando AQUI)

Durante aqueles momentos que estive embaixo da escada, diversos pensamentos passaram pela minha cabeça, inclusive sobre suicídio. Ainda bem que não havia nenhuma possibilidade de eu fazer isso sem que alguém visse minha cara inchada e vermelha, logo posso dizer que fui salvo pela vergonha. Após este fatídico dia, retornei à escola, menti aos meus colegas que havia tido uma dor de barriga horrível e minha vida correu normalmente.

Normalmente se eu deixar de falar sobre a dificuldade tremenda que tive em me expor a situações de competição. Normalmente se eu não falar sobre todas as vezes que desisti de conversar com uma garota por medo de rejeição. Normalmente se eu esquecer de todas as vezes que desisti de alguém que eu estava gostando pelo simples fato de haver outra pessoa interessada. Enfim, a frase “a vida correu normalmente” na realidade é um eufemismo para “Tive dificuldades extremas e grandes problemas relacionados à autoconfiança e relacionamentos”.

Mas ok, a vida segue, vem trabalho, faculdade, diversão, muita terapia e algumas namoradas “de verdade” que me ajudaram a superar um pouco o medo da rejeição. Com o passar do tempo fui adquirindo cada vez mais autoconfiança para lidar com tudo. Me tornei músico, trabalhei como Roadie (aquele cara que arruma tudo no palco antes dos shows), virei treinador comportamental, palestrante. Enfim, comecei a ter cada vez mais intimidade com os palcos da vida. Decidi lidar com a rejeição ao estilo “HARD”, me expondo para muitas pessoas, que poderiam estar me julgando e observando todo o tempo. No fim, fiquei bom nisso e acabei tirando de letra a questão da exposição. Há alguns anos atrás tive minha primeira filha, por quem sou apaixonado, minha linda Morgana. Também tive a oportunidade de conhecer outra pessoa maravilhosa que transformou minha existência, a Leticia. Nós namoramos, noivamos e moramos juntos desde então.

OK, muito lindo, agora só falta o “viveram felizes para sempre”… Você deve estar se perguntando “Para que mesmo serve essa parte da história, o que isso tem a ver com o menino que ficou chorando embaixo da escada após ter se desiludido amorosamente?” Então, isso tem TUDO a ver! Você já vai entender o por quê.

Eis que há alguns anos atrás eu reencontrei aquela menina através de uma rede social. Lembrando que naquele momento eu já era mestre, treinador, praticamente casado e já tinha minha filha. Logo adicionei-a e começamos a conversar, falar da vida, perguntei onde ela estava morando e o que ela estava fazendo. Me senti muito feliz por ter reencontrado uma pessoa querida que fez parte da minha história. Nós lembramos das vezes que brincávamos juntos, passeios da escola e tudo mais. Só que neste momento EU NÃO TINHA NENHUMA lembrança daquele fatídico aniversário.

Ela disse que estava fazendo especialização em outro estado e que estava noiva também, perguntamo-nos de nossas famílias, pois elas eram muito próximas, até que perguntei onde ela havia feito faculdade e ela respondeu que tinha sido na cidade que nos conhecemos, na mesma universidade que fiz meu mestrado. Aí ocorreu meu primeiro ponto de interrogação “?”: A cidade que nasci e nos conhecemos não é tão grande assim para você passar praticamente 20 anos sem ver uma pessoa, ainda mais estudando na mesma instituição de ensino.

Perguntei a ela, onde havia morado durante esse período que não nos vimos, ela exclamou que era o mesmo lugar desde a pré-escola. Neste momento ocorre o segundo “?” O local que ela morava era a duas quadras da universidade que realizei minha graduação. Como que, durante 6 anos e meio, eu passei MUITAS vezes por lá e nunca a vi? Comentei com ela que aquilo era tudo muito estranho, como eu poderia nunca tê-la visto? Então, para a minha maior surpresa ela disse que havia me visto, mais que isso, disse que havia me cumprimentado e eu “passei reto” por ela.

Nesse momento nada daquilo fazia sentido, parecia tudo muito estranho, mas como estávamos conversando em um momento que eu (e provavelmente ela) tínhamos mais o que fazer, acabei deixando aquilo de lado. Mesmo que ela tivesse descrito uma situação onde supostamente fui cumprimentado por ela. Situação esta que recordo perfeitamente, com um único detalhe, não recordo dela estando presente, muito menos me cumprimentando.

Acesse novamente o blog na próxima segunda-feira (08/04) a partir das 20h para  descobrir como termina esta história.

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